O cantor Niall Horan confirmou as novas datas da turnê ‘Fickler World Tour’, que passariam  por São Paulo e Rio de Janeiro, em sua última apresentação aqui no Brasil.  Em menos de um ano – 10 meses para ser exata – ele estaria de volta. Mesmo que a próxima passagem de Niall estivesse super próxima, os fãs não deixaram de mostrar a ansiedade de sempre.  Muitos não tinham conseguido conferir o show ao vivo que aconteceu apenas no Rio de Janeiro. Você pode conferir a nossa cobertura desse show em 2017 aqui.

Para quem conseguiu ver, já esperava um show com identidade, uma apresentação que representa totalmente o estilo de Niall Horan.

Na última terça-feira (10) com a capacidade do Espaço das Américas ocupada pela metade, lá estávamos de novo para conferir o ex-directioner (ainda dói) ao vivo.

Seria um pouco diferente dessa vez. Nós já tínhamos escutado o álbum de trás pra frente inúmeras vezes. Não era mais um show para “conhecermos” o trabalho de Niall e cantar apenas os três singles que ele tinha lançado. Dessa vez, a gente estava lá para curtir 100% com ele.

Para aquecer , a cantora country americana Maren Morris foi a abertura da noite. Com uma vozeirão rouco de tirar o fôlego, a dona do hit chiclete “The Middle“, encantou milhares de fãs. É durante quase uma hora, acrescentou os seus singles “My Church”, “Second Wind” e “I Could Use a Love Song” no repertório.

Maren foi uma surpresa muito grande – e boa – para aqueles que ainda não a conheciam. A cantora também se surpreendeu, onde agradecia com muito afeto a oportunidade de estar lá.

O show acabou e depois de quase uma hora esperando, Niall estava no palco. Finalmente.

Parece até errado compará-lo com a última apresentação aqui no Brasil, pois ele estava muito mais sorridente, disposto e animado. A cada sorriso sem graça, as fãs ficavam mais enlouquecidas.

Tudo começou com “On The Loose“, seguido por “The Tide” e “This Town“.

Por mais que as música sejam calmas, os fãs mostravam o porquê do Brasil ser tão comentado. A nossa energia era tão contagiante que o cantor chegou a falar logo na segunda música “Se vocês pudessem ver o que eu estou vendo…vocês são incríveis” e em meio a um sotaque irlandês, ouvíamos um sincero “Obrigado”.

“Eu não consigo pensar em nenhum lugar do mundo que eu preferia estar do aqui em São Paulo hoje”.

Depois de muita choradeira e desespero em “Paper Houses“, era a vez da Maren Morris voltar ao palco com a camiseta do Brasil para o dueto em “Seeing Blind“.

Sinceramente, a música consegue ser ainda melhor ao vivo e os dois realmente parece ter uma conexão que faz a música ser bem especial.  Ainda mais com os fãs levantando bexigas nas cores da Irlanda.

Em “Flicker” a música que intitula também o nome do álbum, Niall pede para todos guardarem os celulares. Ele queria algo especial. “Deem as mãos para alguém especial que esteja com você essa noite”.

Niall interagia com o público toda vez que podia e mesmo com todo o carinho compartilhado, os fãs são chamados a atenção em “So Long”. Enquanto o cantor tentava explicar que ficou triste pois a música não entrou oficialmente no álbum e que ela significava muito para ele, ainda dava para ouvir os gritos da legião dos fãs. O que deixou Niall um pouco irritado e pediu “educadamente” para que a sua fãs ficassem em silêncio nesta música.

O pedido foi atendido em meio a resmungos até o verso “please, don’t leave” na qual cantavam a plenos pulmões como se fosse uma mensagem pro Niall, que estava quase em outro lugar tocando emocionado em seu piano.

Seguindo com a setlist e deixando todos um pouco atordoados, chegou a vez das sua músicas do One Direction “Fool’s Gold” e “Drag Me Down“, o que nos fez lembrar o amor que ainda carregamos por essa banda e por cada ex-integrante.

Niall ainda comenta que adora vir ao Brasil, que as pessoas e a comida são maravilhosas e brinca “Na verdade, não todas já que o John (guitarrista) está com intoxicação alimentar”.

No final do show, o irlandês larga de seus instrumentos, agarra uma bandeira do Brasil e se solta no palco para cantar “Slow Hands“, o primeiro single lançado e com certeza, o mais animado.

Como o melhor é sempre deixado para o final, o show se encerra com “Mirrors” (a.k.a minha música favorita) nos deixando com saudades.

Apesar de algumas piadas repetidas, de poucas mudanças na setlist comparado ao show do anônimo passado, Niall estava completamente mais feliz e animado.

Estamos todos muito orgulhos de você, Niall Horan.

Niall Horan Setlist Espaço das Américas, São Paulo, Brazil 2018, Flicker World Tour